Terça , 20 de Fevereiro de 2018
 
Coluna de Itana Mangieri
 

MOBILIDADE IMVEL

Há algum tempo venho acompanhando as manifestações sobre mobilidade urbana e, cada vez mais, fica surpresa com determinados radicalismos de todas as partes: cidadãos, ciclistas, motoristas e governo.
Antigamente o sistema ferroviário permitiu a chegada do desenvolvimento à muitas regiões do país transportando produções agrícolas, máquinas, pessoas .... Infelizmente esse meio foi perdendo espaço para estradas que escoavam produções com maior agilidade. Isso gerou o crescimento na industrialização e popularização de veículos, ônibus e caminhões. Passado algum tempo, as estradas já não eram mais suficientes ou trafegáveis para tal quantidade de quaisquer veículos com segurança, pois a pressa e prazo, tornaram-se prioridades sociais.
E todos sabemos que, com pressa, nada é feito com planejamento, adequação ou qualidade.
Para isso basta sairmos de casa as 6:30 hs da manhã e participarmos de um trânsito caótico com ruas e avenidas travadas, ônibus entupidos, motoristas irritados, cidadãos apressados e atrasados.
A necessidade e construção de mais ruas e avenidas, viadutos, corredores de ônibus e revezamentos de placas são medidas paliativas diante do crescimento do número de veículos. E o mesmo acontecerá com ciclovias e calçadas/passeios, pois a população cresce num ritmo maior.
Mesmo que, estas demandas, fossem equivalentes, continuaremos num círculo vicioso porque falta o básico para que qualquer projeto sobreviva, ou seja, educação.
É tão comum, e se tornaram banais, cenas do nosso cotidiano em que poucos cidadãos ainda se comovem com a falta de respeito pelos espaços e ruas públicas como motoristas de ônibus que não param em pontos porque tem horários a cumprir, não utilizando-se das vias exclusivas do lado direito, motoristas em geral que não respeitam faixas ou quaisquer sinalizações, dirigem ziguezagueando em alta velocidade, bêbados, exibindo som alto, jogando latas de cerveja e todo tipo de lixo pelas janelas, que não respeitam motociclistas e ciclistas, ou motociclistas sem capacetes, “costurando” nos corredores entre as faixas demarcadas  (quando existem) nas ruas  e/ou voando sobre veículos, acidentando-se cada vez com mais violência e traumas físicos, ciclistas pedalando também sem capacetes, do lado esquerdo das ruas e avenidas ou na contra-mão, pedestres que se recusam a compreender o real objetivo das faixas de pedestres, das passarelas e dos poucos minutos que os semáforos dividem de tempo para passagem entre veículos e pedestres.
Dirigir qualquer veículo é fácil. Aprender e respeitar regras no trânsito é que está difícil !
A irresponsabilidade no trânsito é geral. Todos cometem negligências e são coniventes: motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres e governos públicos (municipal, estadual e federal)
Sem educação ninguém sai do lugar !
Não adianta criticarmos governos e passeatas para construções de mais ruas, avenidas, viadutos, metrôs, corredores exclusivos, ciclovias, passarelas, faixas, etc ... se não houver conscientização de como utilizar uma obra pública com respeito, educação e solidariedade por todos.
Infelizmente, hoje o que impera, é a lei do “esperto” e, a multa por infringi-la, é grátis.
E nem o “terrorismo” ecológico vai mudar a situação caótica do trânsito (com ruas construídas com asfalto de pneus reciclados), pois ainda necessitamos da compreensão da população sobre a real diferença entre necessidade X conforto. Ainda existem seres humanos que tiram seus carros da garagem para exibi-los nas ruas com o objetivo de comprar meia dúzia de pães numa padaria a 100 metros de distância de sua casa contribuindo assim para o egoísmo social e saúde “Zero”.
Se muitos motoristas não respeitam as leis de trânsito e dirigem bêbados, também não devemos ser ingênuos e acreditar que a distância de 1,5 metros, que um veículo por lei deve se manter de um ciclista ou pedestre, vai assegurar e garanti

Publicado em 28/06/2012 ás 13:02

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