Terça , 20 de Fevereiro de 2018
 
Coluna de Claudomiro Bispo
 

Oito candidatos disputam o cargo de prefeito nas eleies de sete de outubro em Candeias.


 

No último sábado, dia 30 de junho, foi o prazo final para homologar candidaturas de prefeito e vereadores para o pleito de sete de outubro de 2012, em todo Brasil. Em Candeias, Região Metropolitana de Salvador na Bahia, oito candidatos disputam a cadeira de prefeito do paço Municipal Conselheiro Luiz Viana Filho e as 15 vagas de vereadores do Palácio Legislativo Municipal.

Entre as oito candidaturas homologadas, somente três prometem polarizar a preferência dos cerca de 55 mil eleitores da cidade e nos distritos. Durante a pré-campanha os pretendentes chegaram ao número de 20, porém, muitos deles queriam mesmo era está na mídia para divulgarem seus nomes para candidatos a vereador.

A ex-prefeita e ex-deputada federal Tonha Magalhães, (PR), pretensa candidata desde quando perdeu as Eleições de 2008 para a então candidata Maria Maia, cassada recentemente, já era tida como candidata natural e teve a seu favor o fracasso da administração de Maia que se transformou em uma verdadeira cabo eleitoral de Tonha pela sua fraca atuação à frente do comando da máquina municipal e somado as acusações por adversários de desvios de condutas administrativas, gastou seu precioso tempo de cuidar da cidade, pelas as necessidades de se defender de uma série de processos produzidos e interpostos judicialmente, pela sua inimiga política Tonha Magalhães, que hoje, lidera a preferência do eleitorado em todas as pesquisas de intenção de votos.

O ex-secretário da Fazenda do Estado da Bahia e amigo pessoal de Jaques Wagner, Carlos Martins (PT), imbuído de enfrentar mais um desafio e por ser filho de Candeias, abdicou do status de um cargo público apenas, abaixo do governador e de uma situação cômoda em termo de remuneração, para contribuir como filho ilustre, na elaboração de um projeto de idéias para a construção de projeto político/administrativo para dar um JEITO em Candeias e levantar a auto-estima da população.

Martins chegou a Candeias com uma missão de arregimentar os pré-candidatos a prefeito de Candeias, oriundo de partidos da base aliada do governo Jaques Wagner, ou seja: Jair Cardoso do PDT, vereador Antônio Gilson (Bobó) do PHS, Georgem Moreira do PT do B, deputado Isidoro do PSB e Marcus Vinícius, também do PSB. Os contatos foram feitos. Chegaram a fazer um pacto entre os seis pré-candidatos e que cada um continuasse fazendo seu trabalho em busca de aliados e eleitores. Em junho, seria feita uma pesquisa e quem melhor pontuasse seria o candidato do grupo apoiado pelos demais. Idéia referendada pela senadora Lídice da Mata que ainda advertiu os pré-candidatos, que eles ainda não seriam fortes o suficiente para ganharem dos dois grupos que se revezam no poder há mais de 20 anos. Seria necessário ainda, buscar alguns aliados deles. Aconselhou a senadora.

Entra o mês de junho. O vereador Antônio Gilson PHS e Georgem Moreira do PT do B entenderam que pela capacidade de Martins e a estrutura partidária com a certeza do apoio do governo do estado Jaques Wagner e da presidente Dilma, o nome de Carlos Martins era o mais indicado para esse desafio. No entanto, Jair Cardoso do PDT não teve a mesma humildade, fez sua convenção e homologou seu nome de olho no apoio da prefeita Maria Maia, que cassada, substituída pelo presidente da Câmara Francisco conceição, que tem pendenga na justiça que por uma manobra jurídica, pode perder o cargo de prefeito e para completar o quadro, Geddel para se vingar de Maria Maia por não ter dado votos suficientes a seu irmão Lúcio Vieira Lima para deputado federal, tomou o PMDB e deu o controle da legenda para Tonho inimiga política de Maia.

 Apesar de Francisco ter ficado como presidente do partido, Geddel recomendou não fazer coligação com o PT e a ordem era apoiar Tonha. Porém, os pré-candidatos a vereador pela legenda do PMDB, partidários da prefeita cassada, fizeram vistas grosas em desembarcar no QG de Tonha sobre pena de serem humilhados politicamente, Chico caiu na real, pulou fora e lançou sua candidatura à reeleição. A versão dada a esse episódio diz ser outra: Tonha sentindo-se tão à vontade na condição de líder nas pesquisas, não daria a vice e não se comprometeria com qualquer cargo para o grupo.

O atual prefeito Francisco Conceição do PMDB, empossado recentemente, como prefeito tampão no lugar da prefeita cassada, Maria Maia, que ainda tenta na justiça retornar a Prefeitura e responder o processo no cargo, ainda tem deixado muita gente com um pé atrás, se Maia retornar, o jogo da campanha eleitoral pode mudar com os peemedebistas desembarcando no território eleitoral de Carlos Martins. E Jair Cardoso que está sendo convidado para vice de do prefeito Francisco Conceição, pensa em contrário, já que ele pontua em segundo lugar nas pesquisas, quer ser o candidato da máquina como cabeça de chapa, mesmo correndo o risco de uma manobra jurídica que beneficie a prefeita cassada.

Se continuar o quadro atual, Tonha Magalhães será a beneficiada. Quanto mais candidatos melhor pra ela. Carlos Martins fez sua convenção e mostrou a sua capacidade eleitoral coligado com nove partidos, porém, será necessário a união de Jair, Isidoro e Marcus Vinícius e a turma do deixa disso já está em campo: João Leão, um dos apoiadores da campanha de Jair, quer ter uma conversa com o pedetista, no sentido de marchar com Carlos Martins. Quanto ao deputado Isidoro, candidato do PSB e o presidente da sigla Marcus Vinícius, a senadora Lídice da Mata e o secretário de Turismo da Bahia Domingos Leoneli, as possibilidades da união dos candidatos de partidos da base aliada do governador Jaques Wagner, retirarem as candidaturas e marchar unidos com Carlos Martins.

O sociólogo Cezar Miranda também teve seu nome homologado pela convenção do PSOL para concorrer às eleições municipais de 2012, a cadeira de prefeito do Paço Municipal Conselheiro Luiz Viana Filho, no pleito de sete de outubro. Cézar é tido como uma reserva moral da política de Candeias. Sabe que ainda não é dessa vez, mas vai fazer a diferença e acumular prestígio eleitoral para as próximas. A proposta que vai semear durante a campanha eleitoral, será a semente que germinará o fruto do futuro. Seu eleitorado seleto entre estudantes, professores, profissionais liberais e gente do povo, lhe credenciará para um futuro próximo.

O companheiro Genival do partido PCB, também teve seu nome homologado pela convenção. Genival não fará coligação com nenhum dos candidatos que estão aí. No seu entender, é melhor sair sozinho, do que estar mal acompanhado. Corre por fora.

O empresário do ramo de transportes coletivo, Nelson Testa em tom de protesto, teve seu nome homologado pelo partido PPL para prefeito de Candeias nas eleições de sete de outubro. Seu slogan de campanha já está fazendo o maior sucesso nas redes sociais: “Já que ninguém presta, vote em Nelson Testa.”

Publicado em 03/07/2012 ás 22:12

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