Quarta , 21 de Fevereiro de 2018
 
Coluna de Valci Barreto
 

OBRIGADO, DANUZA LEO.

OBRIGADO, DANUZA LEÃO.
Valci Barreto.


 
Apesar de até o  final de junho, ter tido aulas  à noite e aos sábados, juntando a outros compromissos, não   parei de ler. Mas não separei um dia , nem mesmo duas ou  três horas seguidas  para uma   leitura mais demorada de um livro especifico.
Na ultima sexta feira,  quando cheguei em casa à noite, estavam três livros,  presentes de uma amiga, acompanhados de um gentil cartão  que dizia estar retribuindo um gesto que ela chamava de gentileza e eu de obrigação de amigo.
Um dos  livros , É TUDO TÃO SIMPLES, de DANUZA LEÃO, Editora Agir, 191 páginas, edição de março de 2012, convenceu-me de que a doadora  já lera algo escrito por mim. É que  sempre declarei meu gosto por crônicas do cotidiano e autobiografias  de pessoas que  leu, viveu ou vive , tem experiências e   sabe transmiti-las, falando ou escrevendo. Quem domina a arte da escrita  até um cafezinho tomado em uma esquina qualquer, aparece  em nossas mentes com encantos , alegrias  , cenários , cores, odores que nos fazem viajar.   
No caso do cafézinho, aqui usado como uma das experiências mais simples da vida, vejo a sua história, mesmo não escrita, desde a enxada ou o trator sulcando a terra, até a mais elegante das criaturas nos mais sofisticados  cafés parisienses.
Tendo convivido com as mais expressivas figuras da Bossa Nova, cronistas  como Rubem Braga, Carlinhos de Oliveira, casada  que foi com Samuel Wainer, um dos ícones da história do jornalismo brasileiro, além de ter muito viajado e ainda viajar   pelo mundo inteiro, conhecendo o simples e o sofisticado como poucos, tem DANUZA LEÃO muito o que contar , aconselhar, orientar. E é o que  ela faz com seu novo livro.
Para quem jamais irá lê-lo, transmito aqui um dos seus ensinamentos:
“..e para festejar a  vida vou sair agora para dar um mergulho no mar.”
Seguindo o conselho de Danuza,  de que simplificar vale a pena, pedalei um pouco pela manhã, almocei com a família e amigos, em lugar simples, perto de casa,  li ,“É TUDO TÃO SIMPLES”, convencido mais ainda disso.  Ao final do dia,  também aconselhado pela escritora,  escrevi este texto para,  quem sabe, matar a curiosidade de netos, bisnetos  que  quiserem  saber  como foi o dia do seu avô, bisavô, trisavô em  29 de julho de 2012.
Eu gostaria de saber como foi os dias dos meus avós, bisavós, antepassados. Como eles não  escreveram, privei-me  da emoção de “vê-los” tomando um café, um banho de rio, ouvindo passarinho, labutando as suas vidas.    Em relação ao escrever, aconselhado por DANUZA, lembro-me de algo  que li sobre os Mórmons, os quais orientam  seus seguidores a manterem um diário de suas vidas.
Mesmo tendo começado a escrever no que se convencionou  chamar de “tarde”, aconselhada pela sua filha , artista plástica Pink, Danuza ,  transmite seus conhecimentos e experiências de forma simples , divertida, descomplicando tudo que muita gente acha difícil resolver no seu dia a dia,  desde trocar o carro pelo ônibus, metrô  ,  ou o restaurante mais sofisticado por um de becos escondidos em ruas simples,  com plaquetas de madeira, escrito à mão  e giz  que,  no entanto, oferecem comida e humanidade sem igual e que jamais estarão no mais simples dos guias de viagem.
Gostando de feiras, becos,  livros, brechós, coisas que podem ser de camelôs, escrever, também apreciados por Danuza,  não combinamos em tudo . Por exemplo, afirma  não gostar de andar a pé;  e não vi referencias se gosta de pedalar.
Mas aí , estaria eu  exigindo perfeição da pessoa e não da escritora.
Agradecerei à minha amiga pelo  presente  com um telefonoma.
E, por aqui, o meu
MUITO OBRIGADO, para
DANUZA LEÃO pelo prazer da  leitura de É TUDO TÃO SIMPLES.

Publicado em 01/08/2012 ás 09:11

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