Quarta , 21 de Fevereiro de 2018
 
Coluna de Valci Barreto
 

TAXISTAS ZANGADOS. T FORA....

 Valci Barreto.

Folhadoreconcavo.com.br

Meus deslocamentos diários em Salvador são feitos em ônibus, táxi e moto. Se o trajeto é de até mil metros, e não estou carregando peso, eu prefiro andar. 
Nestas minhas andanças diárias, que vem de longe, desenvolvi alguns antídotos contra os maus taxistas da nossa Bahia. Não estou falando de mal caráter, bandidos. Jamais. Todos são cidadãos honrados, trabalhadores. Jamais me bati com um marginal dirigindo um táxi. E é de se esperar não haver nenhum entre eles.
Converso muito com quase todos , ao entrar em seus veículos, se percebo que gostam.
Quando percebo que não, calo-me o tempo todo e , confesso, acho assim melhor, pois sempre tenho uma revista na mochila, preferindo conversar com ela ou com o livro. Às vezes ainda levo um kindle, dependendo para onde vou.
Dirigindo-me da Barra para a Pituba, dependendo para onde vou, irei de ônibus ou de táxi, preferindo o ônibus na maioria das vezes.
Para a Avenida Sete, Pelourinho, Forum, Comércio, locais que durante a semana vou várias vezes a trabalho, a opção é sempre a mesma: táxi , ônibus ou moto, durante a semana. Nos finais de semana, opto pela bicicleta.
Mas, estando nestes locais, muitas vezes uso um táxi para deslocamentos menores, tipo, pegar um táxi da Praça da Sé para o Forum Rui Barbosa. Neste caso, como há pontos de táxis disponíveis, é para eles que me dirijo, naturalmente. Mas ai, a coisa fica feia, e o stress se instala. Respiro fundo, não digo nada, olho para os lados e penso: lá fora tá pior do que aqui: usuários de cracks por todos os cantos, carros sobre os passeios ,obstruindo totalmente as ruas, gente brigando, xingando. Prefiro, então, a cara feia do taxista.
CARA FEIA, ZANGADA, DO MOTORISTA.
A cara feia, zangada, estressada, do motorista, tem uma explicação, conhecida por todos os usuários de táxi de Salvador: corrida pequena.
TAXISTAS DA RODOVIARIA-NÃO PEGO, DE JEITO NENHUM.
Jamais, jamais mesmo, pego um táxi na Rodoviária de Salvador, em relação aos taxistas da fila . Tomei esta atitude, desde quando viajava para o interior e no retorno tinha que pegar um táxi para: caminho das arvores; sitep, Pituba. Era humilhante: o sujeito fazia a cara feia, saia rasgando o pneu, acelerando brutalmente. Isto quando havia um soldado na rodoviária . Porque, se não houvesse, o taxista simplesmente , na maior cara de pau: só levo no acerto. Esta situação, creio, não há mais. A fiscalização apertou.
Mesmo com maior fiscalização, tenho ouvido coisas dos motoristas dali que me dizem: continue não usando. 
Assim, necessite eu de um táxi para ir a Guarajuba, Santo Amaro, ou feira de Santana, jamais será com um taxista da rodoviária de Salvador.
MAS VAMOS FALAR DOS DO CENTRO DA CIDADE, QUE TENHO MESTRADO, DOUTORADO...
Há muito tempo não pegava um táxi em fila no Centro da Cidade. Porém, pensando que a situação pudesse ter melhorado, resolvi fazer uma experiência em um ponto na região da Barra. Me dei mal. 
O motorista não me agrediu, não me bateu, não me xingou, mas fez a conhecida cara de quem não gostou. Orando, pedindo a todos os santos para dar um tom certo da moderação na conversa, tomei a iniciativa.
- Meu amigo, vocês ai , deste ponto, se aborrecem quando o passageiro pede corrida pequena?
De forma educada, respondeu: Qualquer um de nós iria preferir que o senhor pegasse um passando . Para corridas como esta sua, nenhum de nós vai gostar. Mas se o senhor escolheu um de nós, da fila, vamos levar sem problemas. Mas vamos preferir não pegar a corrida, acrescentou.
Mesmo tendo sido uma fala cortês, vou retornar ao meu antigo comportamento: pegar táxis em filas, jamais: nem para longe, para não premiar o mal, comprando o sorriso, nem para perto pagando para ter cara feia, zangada, ao meu lado. 
Como este comportamento, tão cedo em Salvador não vai mudar, optarei sempre por taxistas que estejam circulando.
Converso com amigos , a respeito do tema, dizendo alguns: 
“eu não. Ele tem que me levar, mesmo de cara feia. Estou pagando e é obrigação dele.”
Tem razão o amigo, total. Mas, muitas vezes, eu prefiro pagar pela alegria, o bom humor, a serenidade. Pagar para andar com marmanjo de cara feia ao meu lado, jamais. 
Novamente, passarei mais um bom tempo sem pegar um táxi em fila. Não quero pagar para ver ninguém dando rizada à toa. Mas, muito menos, quero pagar para ver marmanjo de cara feia ao meu lado e ainda pagando por isto.
NÃO SEI SE E VERDADE.
Havia um juizado em Pernambues, próximo à Rodoviária. Não sei se ainda existe. Contaram-me que uma juíza, vindo do interior, de ônibus, pegou um táxi da fila da Rodoviária. O taxista não recusou a corrida, mas saiu daquele jeito que se sabe: buzinando, rasgando pneus, refugando. Não sei se, ao final ou no meio da corrida, a Juíza levou o motorista para uma delegacia e o “enquadrou” nos códigos que bem conhece. Quem sabe, deve o motorista ter recebido uns bons conselhos.
Eu vou, pelo menos enquanto houver táxis circulando, ficar longe dos da fila. Não vamos brigar, jamais. Não vou pagar por cara feia, zangada, mal humorada. Muito menos por rasgação de pneus e buzinadas.
Posso não estar agindo certo. Mas, ou todos pegam todos os táxis nas filas, mesmo para perto, para acostumá-los, ou todos deixem de pegar os de fila.
Uma ou outra das formas poderá modificar o comportamento dos maus profissionais. 
Depois falarei, de forma especial, sobre os do Aeroporto Luiz Eduardo Magalhaes e os serviços de rádio táxi, adiantando que estes estão melhorando muito. 
Da minha parte, como sei que não haverá unanimidade, ninguém me verá pegando táxis em fila, excetuando a do Bom Preço, ao lado do Shopping Barra. Pelo menos enquanto mantiverem a postura que tenho testemunhado até agora de me conduzir para perto, como dito , pelo menos até agora, sem cara feia.
Como diz o ditado: cara feia, basta a minha...

Publicado em 06/03/2013 ás 14:53

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