Terça , 20 de Fevereiro de 2018
 
Coluna de Valci Barreto
 

PEDAL DA ASBEB, EDUCAO FORA DE SALA DE AULA

 Quando a ASSOCIAÇÃO DOS BICICLETEIROS DO ESTADO DA BAHIA, ASBEB, iniciou seus passeios mensais,  era  uma espécie de exemplo do que não se devia fazer quando se pedalava: ciclistas fazendo zigues zagues, piruetas, acrobacias, bebedeira, buzinadas mais apropriadas para caminhões,  uma barulheira infernal.

A alegria baiana, no pedal da Asbeb, era excessiva, pois não se importava com os ouvidos alheios nem mesmo dos que queriam pedalar  sem terem seus ouvidos agredidos.
Os ciclistas faziam xixi nas proximidades dos passeios, sem se importarem com a reação de quem achava , e  é , falta de educação e de respeito tal gesto, notadamente em um ambiente onde sempre há de crianças.
Durante as paradas, o de sempre em nossa Salvador: sujeira, garrafas pet descartadas nas ruas, inclusive no local de saída e retorno do passeio.
Com a colaboração dos  seus componentes, como  o seu líder Mauricio Bike, de  ouvidos e cabeça escancarada para as boas as boas práticas, apoiado por lideranças como Reginaldo, Guerreiro, Guy, e tantos outros, aos poucos, o PEDAL DA ASBEB, sem perder a alegria, foi mudando para melhor.
Nunca mais se viu alguém fazendo xixi,  nunca mais se viu gente embriagada caindo pelos caminhos, quebrando testa, braços, nem zigueszagues e acrobacias.
Xixi e sujeira, nem pensar: após a saída do grupo de cada parada, a rua termina mais limpa do que antes: todos catam os lixos produzidos.
Perfeição não há, nem se pode exigir em um passeio em que sempre há  alguém novo pedalando que desconhece o perfil ASBEB.
Ainda  aparecem, normalmente pessoas novas, com suas buzinadas estridentes. Nem por isto são afastados do pedal. Mas são aconselhados a usarem com moderação suas buzinas ou equipamentos musicais.
Há, também, pessoas que, não acostumadas ao uso da bicicleta entre muita gente, desatentas,  não sinalizam quando vão parar e param bruscamente  no meio da pista  quando o correto é fazê-lo na borda da  pista para que os demais sigam  normalmente.
Por conta de uma destas atitudes, no pedal do dia 02.06.2013, o Buga foi derrubado. Vindo da dança , da capoeira, do ciclismo radical e da motocicleta, mesmo pesadinho ,  levantou ,sossegado , pegou sua bike e saiu pedalando. Fosse outra pessoa o resultado poderia ser  diferente.
Não houve má fé, maldade do ciclista, mas falta destes cuidados que devemos ter com os outros ,  sempre, em qualquer lugar, especialmente nos que oferecem perigo.
A evolução do Pedal da Asbeb, o ganho para a politica das  bicicletas nas ruas com suas praticas, as normas educativas que já produziu, já permite uma óbvia conclusão: respeito, educação, cuidado com o próximo, são coisas que se pode aprender fora dos pátios, e salas das escolas oficiais, bastando que as mentes estejam abertas para receberem  as boas lições de como conviver em grupo.
Há muito ainda o que fazer pelos cicloativistas baianos , inclusive pela ASBEB. Mas o que até aqui já foi construído,  se apreendido um dia pelos nossos embrutecidos motoristas baianos,  estaremos livres de tragédias no transito, pelo menos daquelas  que são causados  pela falta de respeito e de cuidado com o próximo.
Que os políticos, associações, proprietários de ônibus, taxis, transportes escolares,  repassem para os motoristas as lições que hoje pode dar a  ASBEB para um transito mais humano, menos agressivo.

Publicado em 03/06/2013 ás 11:12

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