Quarta , 21 de Fevereiro de 2018
 
Coluna de Jordan Campos
 

Vamos falar de SEXO Mitos e verdades sobre PNIS, VAGINA e similares

 Um terapeuta tem uma sentença: ter na sexualidade, mais de 50% de todas as raízes dos problemas que adentram à sua porta no consultório. Depressões, auto-estima, fobias, ansiedade, somatizações, traições, complexos... Tudo isso muito recheado de sexo e mais sexo na raiz dos processos mentais diversos. Viramos sexólogos, urologistas e ginecologistas natos (só não mandamos ninguém tirar a roupa nem fazemos sexo com pacientes, pelo menos no meu caso). Então resolvi escrever este artigo-texto para compartilhar as questões mais complexas e simples que permeiam a mente desta hora sexual que vive nossa pós-modernidade. E também estimulado pelo retorno aos palcos da minha palestra “Não Discuta a Relação e Seja Feliz”, que dia 31 deste mês abre nova temporada (depois divulgo tudo). 

Começaria falando dos homens e seus problemas com o melhor amigo, também às vezes tão cachorro, o pênis. Sim, pois um homem alegre, empreendedor, corajoso e que sabe mostrar sua inteligência prática, tem por detrás uma boa relação com seu pênis. Isso é fato! Homens inseguros, tímidos, deprimidos... Quase sempre não estão com uma boa relação com a cabeça de baixo, que às vezes ganha mais força que a de cima. Um drama comum é a coisa do tamanho do seu documento. Uma pesquisa mostra que 78% dos homens não estão satisfeitos com o tamanho dos seus pênis, enquanto a mesma fonte de pesquisa mostra que apenas 12% das mulheres se mostram insatisfeitas com o tamanho dos ‘bilaus’ de seus parceiros. O que isso significa? Que claramente o homem hipervaloriza uma questão que para as mulheres não é nem de longe o primeiro plano. A menos que ela seja uma maníaca faminta nascida em Itú. Vamos a alguns dados: a média do tamanho do pênis do homem brasileiro é de 14,2cm em estado de ereção. Ou seja, se o seu pênis tiver o tamanho de uma caneta BIC (que mede 15 cm) você já é um cara acima da média. A média do japonês é de 11,3cm e a média dos angolanos é de 17,9cm. Um micropênis, segundo a medicina é um pênis menor que 7cm em estado ereto, e existe uma cirurgia simples que resolve o problema. Ou seja: vamos relaxar com isso??? 

Muitos homens não sabem, mas a zona mais sensível da vagina da mulher está na cabeça e nos primeiros 5 cm da entrada da perseguida, e o tal ponto G que facilita e muito o orgasmo está entre 3 e 7 cm de profundidade, nunca mais que isso. E mais: a distância até o colo do útero de uma mulher é em média, quando excitadas, de 11 a 15cm. Você sabia que um pênis médio, segundo pesquisas, tem maior chance de facilitar um orgasmo feminino do que um grande? Você sabia que um pênis muito grande é um fator de risco para câncer de colo de útero, pois as sucessivas feridas e desgaste do colo, quando a mulher tem associado, por exemplo, o comum vírus do HPV (que 65% da população sexualmente ativa possui) aumentam em muito as chances de tumores? Aí você começa a encucar e se comparar com atores de filmes pornôs, que são escolhidos a dedo, e sempre dotados bem acima da média e se deprime. Sabe por quê filme pornô tem que ter homens com pênis acima de 18cm? Porque o que vende é a visualização de uma parte do pênis dentro e de outra parte fora – quase nunca você vai ver nos filmes uma pegada de introdução total, pois aí se perde a visualização do ato e viraria filme erótico. Mais importante que tamanho é o pênis ter uma grossura satisfatória, dizem as mulheres. E se quiser conferir basta pegar uma fita métrica e enrolar no bilau. A média de grossura dos brasileiros é de 10,5 a 13,5cm. Acima disso, se a mulher não tiver uma excelente lubrificação é fissura para todo lado e você vai ficar andando igual à Valdirene da novela das nove. Mas esse assunto é muito recorrente em consultório. Tem homem que chega a achar que não pode dar em cima daquela “gostosa” por que “não tem pênis para isso”, dizem eles! Besteira e besteira. O conjunto da obra é que define a satisfação das mulheres. Se tens um pênis menor, capriche em movimentos, língua e dedos. Se tem um grandão cuidado com a pegada violenta e capriche em carinho, preliminares e delicadeza. Pênis de todos os tamanhos fazem maravilhas, se forem bem usados. A galera bem dotada se sai melhor mentalmente nesta hora, mas isso não é condicionante de felicidade. Tenho uma amiga que tem um marido destes acima da média que usa uma fitinha do senhor do bomfim amarrada até onde ele pode introduzir, para não “doer muito”. Estou focando nisso pois é uma das maiores nóias dos homens e seus membros, que em maioria relacionam tamanho com virilidade e satisfação geral.No mais, se liberte e seja feliz com o que tem, pois auto-estima é mais afrodisíaco que tudo isso. Tamanhos P, M ou G – Todos são bem vindos pelas mulheres, segundo relatos e pesquisas - mas o mais importante com certeza é ter pegada, sede, saliva e paixão: borogodó!

E as mulheres??? Não têm problemas com tamanho, nem com potência e ejaculação precoce... Ô sortudas né? Não! O fato é que 70% das mulheres, segundo pesquisas recentes têm problemas em chegar ao clímax. 35% nunca tiveram um orgasmo e 45% nunca tiveram um orgasmo com penetração. 55% só chegam ao orgasmo com manipulação clitoriana. E 60% não se conhecem bem (nunca se masturbaram para se conhecer). A mulher, diferente do homem, tem um órgão exclusivo para o prazer, o clitóris. Ele só serve para fazer o orgasmo acontecer, mas, o mais importante é saber que quem aciona o botãozinho lá de baixo é outro botão lá de cima – ou seja, diferente do homem, o orgasmo da mulher começa na cabeça e na leveza de suas crenças e segurança. Muitas são as mulheres que se queixam de dores constantes no ato sexual, que não são estimuladas o suficiente e não podem dar o seu máximo erotismo para um parceiro fixo, sob pena de serem taxadas de “experiente e rodada”, o que não pega bem na visão machista, que adora sexo casual e com as baladeiras, ditas “piriguetes” – e aqui para nós, sexo com intimidade é a melhor coisa do mundo e isso não se encontra pulando de galho em galho. Muitas são as mulheres casadas que fazem sexo por obrigação e para atender à expectativa do homem, sem muitas vezes terem o mínimo de tesão. As coisas estão mudando, mas nem tão rápido e com qualidade como pensamos. Uma coisa muito importante e pouco falada é da flacidez vaginal. Muitos homens perdem o interesse pelas suas mulheres ou não se envolvem pra valer com aquela ficante, por que não sentem muito prazer na penetração, por conta de flacidez na vagina, o que não tem nada a ver com já ter tido filho ou já ter feito muito sexo. É um problema de tônus muscular que atinge mulheres de 16 anos a 80 anos. E muitas mulheres não percebem que tem este “espaço aberto”, e muitos homens não contam para suas parceiras sobre isso e apenas se afastam. Eu atendo muito homem que reclama deste fato e que nunca contou para sua mulher. Muitos por acharem que não tem jeito, que: “folgou já era”. Opa, opa, opa!!!! Alô mulheres, este é um detalhe totalmente resolvível – temos cirurgias de estreitamento vaginal e fisioterapia urogenital de excelente qualidade disponível. O pompoarismo é uma excelente ferramenta também para evitar este mal silencioso e invisível. Você pode desconfiar que precisa dar uma apertadinha se você for do tipo, por exemplo, que tem prisão de ventre constante, pois o músculo do esfíncter anal é o mesmo da vagina e quando existe a prisão de ventre e fezes duras e difíceis, esta tensão de lado de trás, relaxa o lado da frente. Eu tenho muitos mais casos de homens que reclamam da vagina de suas esposas, que de esposas que reclamam do pênis dos seus maridos. 

E neste mundo todo de mitos e informações erradas, ainda encontramos dois tipos. Os “Sexuais” e os “Genitais”. Os primeiros exigem conquista, sedução, jogo gostoso e surpresa. Os segundos precisam apenas de um orgasmo ou de uma rapidinha. Os primeiros podem ser genitais de vez em quando, os segundos não podem ser sexuais. Relações entre estes opostos não acaba bem. Os sexuais ficam na cama e curtem o cheiro e beijam muito. Os genitais correm para o chuveiro e pedem uma pizza trocando o canal depois do “ato”. Casais que depois do sexo ficam juntinhos têm mais chance de viver grande amor e ficar junto por muito tempo, e isso é uma explicação biológica, pois no pós-orgasmo liberamos altamente ocitocina – o hormônio da ligação do amor. E ficar neste banho de ocitocina liga os parceiros e cria vínculos fortes e duradouros. É o mesmo hormônio secretado pela mãe ao ter o filho pela primeira vez em seus seios. Sentiu a força da coisa?

Para finalizar por hoje, queria dar uma dica de nunca cair na conversa do seu parceiro(a) que quer tirar uma onda de bem resolvido(a) e escutar coisas e detalhes de seus exs. Os homens não suportam muito saber detalhes e jeitos das aventuras das mulheres e seus antigos ‘ados. Ele pode se segurar e escutar tudo – e pedem sórdidos detalhes, para depois na primeira briga começar a soltar as comparações e arruinar a relação. Homens não têm esta maturidade, esqueçam. Mulheres muitas vezes querem os detalhes para superar as outras, são mais resistentes aos contos, principalmente por que sabem que os homens inventam e aumentam as coisas nesta hora, mas entram numa armadilha de ninguém nunca ser igual a ninguém e podem criar um personagem sexual, e como diria Lulu: “Não leve o personagem pra cama, pode acabar sendo fatal”.

Enfim, seja você mesmo, do seu tamanho, jeito e gesto. Melhore o que for possível com acompanhamento sério e inove sempre abrindo sua emoção. Vivemos numa indústria de consumo do sexo, e não os mais dotados e as mais “gostosas” não serão traídos ou trocados – muito pelo contrário – são sim os parceiros, homens e mulheres, mais cheios de “errinhos” e algumas “charmosas imperfeições” que carregam em suas almas o melhor a dar, e são estes os disparados melhores em tudo: na cama, na mesa, no banho e servem para casar mil vezes mil.

Publicado em 07/07/2013 ás 16:42

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