Quarta , 21 de Fevereiro de 2018
 
Coluna de Valci Barreto
 

EU E A FOLHA DO RECNCAVO

 Valci Barreto

    Folhadoreconcavo.com.br

 valcibarretoadv@yahoo.com.br

 

Apaixonado por leitura, esportes, cinema, textos, grandes reportagens, fotografias, desde que me entendo por gente, o caminho natural seria um dia escrever. Fosse o que fosses, fosse onde fosse, ate mesmo em envelope de pão. E sem me importar se seriam ou não lidos.

Para evitar qualquer dúvida, afasto-me  da condição, de escritor. Eu apenas rabisco em papéis e nas telas de computador, como agora faço.

Jornal   representa muito para  meu universo, desde que os vi pela primeira vez em cima do balcão da quitanda do meu pai, sempre acompanhados  da Revista O Cruzeiro, e de um famoso Almanaque, únicos impressos  que chegavam, que eu me lembre, aos meus olhos até os meus quatro, cinco anos. O mais, de impressos, ao meu alcance, eram as propagandas com fotos de  políticos que, confesso, também adorava vê-las coladas nas cancelas das fazendas da  minha infância.

O amor ao escrito , à imagem, vem daí.

Pulando muitos anos, e alguns textos que cheguei a publicar em cópias que espalho ainda por ai,  um conhecido gráfico de Salvador, Waschington, figuraço,  da Gráfica Arembepe,  que fazia muitos impressos e jornais do interior, instalou a sua gráfica ao lado da casa de meus pais, no Garcia, pelos anos 80-90. Procurei-o para um orçamento para elaboração de um ZINE que eu pretendia imprimir para distribui-lo  por onde eu passasse, sempre pensando: não tenho A TARDE, O GLOBO, mas vou ser “dono do MEU JORNAL”, denominando-o de MEU ZINE, que fez muito sucesso nos corredores da Justiça do Trabalho e depois online, entre amigos e colegas advogados da Justiça do Trabalho.

Vi, na Gráfica Arembepe, vários pequenos jornais sendo ali impressos ,aproveitando-me da oportunidade para  perguntar ao  Waschigton, se algum dos seus proprietários não queriam minha colaboração para elaboração de textos que gostaria de publicar.

Ali  tornei-me amigo de Eduardo, de O Candeeiro, de Candeias e do NEGAO, o queridão Claudomiro, da Folha do Recôncavo, também de Candeias.

Sua paixão pelo SEU JORNAL, seu sorriso sempre aberto, sua simplicidade fizeram-me ajoelhar aos  seus pés  de Clodo, admirador que sou deste perfil de gente que me deixou tão  a vontade que me senti, já ali, proprietário da Folha... O bom humor, a naturalidade e facilidade do contato criaram os laços de amizade, de afeto, mantidos ate  hoje com seus familiares.

Fiz os primeiros textos , tipo conselhos jurídicos  para leigos em direito.

Desde então, não parei mais de escrever, conversar, estimular, divulgar, a Folha do Recôncavo, por onde ando.

Recentemente veio a falecer o querido NEGAO,  e sua família ficou na dúvida se continuaria mantendo a Folha,  que Claudomiro já havia transformando em jornal online, com  visitação crescente.

A decisão de manter viva a Folha veio muito da pressão natural de seus leitores, colaboradores, amigos candeenses,  que  têm  na Folha do Recôncavo uma referencia  , um aliado, um componente, um ícone importante da sua história.

.  Aliada a Folha às novas formas de comunicação, às redes sociais  e ao entusiasmo de seus familiares em mantê-la viva, a Folha não parou. Nem vai parar.

Os laços de união da família de Clodo, com  seu amigos, colaboradores, leitores,  estão cada vez mais fortes , mais seguros, dando-nos a certeza de que manterão viva a obra do jornalista Claudomiro Bispo, Negao, Clodo.

  Neste mês de julho formei-me em Jornalismo  e, no  meu texto de agradecimento estão  impressos os nomes de Waschington, Clodo , e a Folha do Recôncavo entre os que me fizeram sentir Jornalista, mesmo antes do Diploma.

Advogado militante desde 79, continuarei fazendo advocacia e jornalismo. Aprendi com Clodo, em uma das nossas conversas:

 “Muita gente me pergunta porque não ganho dinheiro com a Folha, reclamam que o jornal precisa de um revisor de texto e de diagramação. Eles não entendem que eu não posso pagar para ser bem feito .Nem entendem que faço jornal como arte e não como negocio”.

Como se arte também não precisasse de dinheiro,  era assim que fazia e pensava o Clodo a respeito da sua obra, que eu considero o mais puro  Jornalismo : contando estórias e historias de pessoas bem próximas, sem perder o encanto e a paixão, mesmo quando falta o dinheiro para as contas.

Segundo Confúcio,” viva do que você ama  fazer que você não vai trabalhar nunca” .

Poucos conseguem tamanha ventura .

Mas quem  consegue fazer coisas, pelas quais tenham paixão, mesmo sem ganhar dinheiro com elas, não deixam de colher, todos os dias, grãos de felicidade. Clodo era feliz nos momentos que fazia seu jornal, desde  quando o pensava elaborar,  até quando levava, pessoalmente , já impresso,  para os mais variados destinos, fazendo-o , na alegria do menino que leva seu brinquedo para o  recreio.

Sou feliz vendo meu nome entre os colaboradores da Folha que no dia  03 de agosto de 2013 estará completando 38 anos .

Com este tempo de existência,  que  para Valter Xeu é quase um milagre para  jornais impressos no interior da Bahia, tem  a FOLHA DO RECÔNCAVO,  seus leitores, familiares de Clodo,  candeeses, muitos motivos para uma comemoração, por mais simples que seja.

 Comemoraremos. 

Vida longa para a FOLHA DO RECÔNCAVO!

 

Publicado em 29/07/2013 ás 21:59

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