Quarta , 21 de Fevereiro de 2018
 
Coluna de Átila Santana
 

Língua de Navalha

 ·         No último dia 30 de março São Francisco do Conde completou 76 anos de Emancipação Política. Há quem diga que esta é a data do aniversário da cidade. Ledo engano. A cidade foi fundada há 317 anos, mais precisamente a 27 de novembro de 1697. Já foi Sítio de São Francisco e Vila de São Francisco da Barra do Sergi do Conde, e em 1938 elevada à categoria de cidade. Porém a povoação das terras se deu a partir de 1561, com a construção de um Engenho nas margens do rio Sergimirim. De Sítio a Cidade são, pelo menos, 453 anos de história. Salve! Salve! Oh, São Francisco...

 

·         Só para registrar, em 31 de março comemora-se o dia municipal da Cultura em São Francisco do Conde. Fruto de um projeto de Lei de autoria do então vereador Pipia, a data foi escolhida para homenagear o sábio geo-estatístico Dr. Mário Augusto Teixeira de Freitas, filho mais ilustre da cidade, nascido nesta data no ano de 1890. Um dos maiores jurisconsultos que o mundo já viu, Teixeira de Freitas foi o mentor intelectual do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), atual Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), dentre outros projetos de relevância para o País e para o mundo.

 

·         São Francisco do Conde já conta com um moderno centro integrado de vigilância e já tem os pontos considerados estratégicos, no centro da cidade, monitorados por câmeras de longo alcance. Em breve os bairros de Jabequara e Caípe também terão câmeras instaladas gravando em tempo real. Faro Fino soprou no meu ouvido que a prefeita Rilza fará uma inauguração apoteótica, já que o centro tem um “Q” de especial. Comenta-se a boca pequena que a cidade é pioneira na Bahia. Vou investigar isso direito.

 

 

·         Por falar em Jabequara, parece que acabou a celeuma. Jabequara é nossa! Um ex-vereador de meio mandato do município, que tinha o bairro como reduto eleitoral, entrou com uma ação na justiça contra a prefeita Rilza Valentim (PT) alegando que a mesma estava investindo dinheiro público em outra cidade. Isso tudo por conta do imbróglio envolvendo a Pérola do Recôncavo e a Cidade das Luzes, Candeias. Uma briga de facão por conta de limites territoriais. O detalhe é que a prefeitura de São Francisco sempre investiu no local, os moradores são filhos e eleitores do município, e depois que a Petrobrás implantou uma usina de Biodiesel próximo ao bairro a prefeitura de Candeias resolveu assumir a paternidade, ou maternidade. Entramos na briga e ganhamos. Está provado que Jabequara está dentro dos limites franciscanos. Acabou o litígio. Ficou feio pra quem? Pra mim que não foi!

 

·         Para os curiosos de plantão, como eu, Jabequara é uma corruptela de “Jabaquara”. Uma palavra indígena. Em tupi-guarani significa “toca da fuga”, de îabar, “fuga”, e Kûara, “toca”. Acredito que seja uma alusão a algum quilombo que pode ter existido na área. Interessante!

 

O Sindicato dos servidores públicos de São Francisco do Conde resolveu paralisar, na manhã desta quarta-feira, 9, a entrada da cidade da cidade, com barricadas de pneus, toras de madeira, etc. Conversei com a prefeita Rilza, que disse não entender o porque da celeuma. A Alcaide afirmou que se reuniu com o sindicato e ficou acordado que em 15 dias chamaria a cúpula da entidade pra apresentar a proposta de reposição. o prazo vence amanhã, 10, mas o sindicato passou por cima do acordo. Aí enfraquece

Publicado em 09/04/2014 ás 11:54

Leia Também
 

 
 
 
Empresa de Editoração de Jornais e Revistas Ltda-Me Todos os Direitos Reservados.
Rua do Passé, nº 114, Andar 1, Centro- CEP: 43.805-090
Candeias - BA
Fone: 71- 3601-9220 / 71- 98633-1278 /
Email: folhareconcavo@gmail.com