Quarta , 21 de Fevereiro de 2018
 
Coluna de Átila Santana
 

Que vacilo!

 

 

A Secretaria do Turismo da prefeitura de São Francisco do Conde realizou o Iº Seminário sobre o Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Setor Turístico. O evento, que reuniu estudantes, servidores públicos e munícipes, teve o escopo basilar de mobilizar a sociedade quanto à prevenção e combate aos abusos de natureza sexual envolvendo crianças e adolescentes. Na oportunidade a representante nacional do Comitê de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes no Estado da Bahia, a jornalista Luciana Reis, e o gerente do Departamento de Atenção à Criança e ao Adolescente do Município (órgão ligado à Secretaria de Desenvolvimento Social), Adailton Agra, proferiram brilhantes palestras sobre o assunto, chamando atenção dos presentes sobre a importância do assunto, já que São Francisco do Conde é uma cidade turística e detentora de um vasto calendário de festas populares, dentre elas o Arraiá do Chico, período no qual a população do município chega a passar do dobro de moradores.

O inconveniente do evento foi a percebida ausência de representantes de órgãos considerados relevantes, quando se trata do assunto. Podemos citar o poder judiciário, o Ministério Público e o Conselho Tutelar. Sim. O Conselho Tutelar da cidade não enviou nem um conselheiro ao evento. Este fato foi mencionado por Luciana, causando constrangimento aos presentes. A Setur tomou o cuidado de enviar convites a todas as esferas do poder com certa antecedência, além de divulgar ostensivamente a discussão, e ainda assim essas três instituições faltaram, não enviaram representantes e nem tampouco justificaram a ausência, numa clara demonstração de desleixo institucional. Lamentável. Isso ocorreu duas semanas depois de a presidente Dilma Rousseff sancionar a Lei nº 9970/00, que torna crime hediondo a exploração sexual ou favorecimento à prostituição de crianças, adolescentes e vulneráveis, e o momento era propício para uma ampla discussão sobre a nova lei, ainda desconhecida da população. Sem mais, só me resta lamentar o fato de o seminário ter sido ignorado por quem deveria ter feito esforço para agregar valor. Hesitei por durante uma semana, mas não contive a minha inquietação e a minha Língua de Navalha.

Publicado em 09/06/2014 ás 11:25

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