Terça , 20 de Fevereiro de 2018
 
Coluna de Claudomiro Bispo
 

Aberta uma nova temporada poltica em Candeias

Apesar de faltar mais de dois anos, para as eleições municipais de 2012, quando serão substituídos a prefeita Maria Maia e vereadores de Candeias, já está aberta uma nova temporada política, jamais vista em toda a história do município.

 Primeiro, criou-se o grupo dos oito, ou seja, o G8. Uma referência a oito vereadores que de olho na cadeira de prefeito do Paço Municipal Conselheiro Luiz Viana Filho no pleito de 2012, fizeram um pacto com objetivo de cada um, fazer individualmente, seu trabalho político eleitoral e lá na frente, através de uma pesquisa, quem estivesse mais bem pontuado seria o candidato a prefeito e os demais pretendentes abdicariam de suas pretensões e apoiaria o indicado. A idéia não foi muito longe. Feneceu. Em seguida, com o mesmo objetivo, estabeleceu um cadastro de reserva para pré-candidatos a prefeita, a procura pela inscrição atingiu a marca de mais de 30 interessados pelo cargo. Perdeu a graça.

Agora se fala em uma terceira via que significa a união de um grupo, para formar a 3ª força político-eleitoral da cidade. Estes fatos mostram claramente, a carência de um nome capaz de colocar-se para apreciação do eleitorado e cair nas graças do povo. Na verdade, há cerca de 20 anos, não aparece ninguém com luz própria e que não precise de apoio da máquina pública e nem tão pouco do compromisso com patrocinadores de campanhas eleitorais. É por essas e outras que o nome do ex-prefeita David Caldeira, ainda está em evidência na política de Candeias. Apesar de ter entrado na política pela janela, como prefeito biônico, foi o único que formou liderança política. Todos que estão aí se revezando no poder há mais de 20 anos são da escola política daviniana.

A eleição de 2012 coincide justamente, com os vinte anos, que Os Magalhães e Os Maias se revezam no poder. O estigma, porém, sem preconceito com a turma do “baton,”, mas há uma tendência natural, sem descriminação do sexo, o fim de um ciclo de mulheres prefeita de Candeias. Começou com Maria Maia e pelo que se comenta a boca pequena nos bastidores, deve acabar no fim do mandato de Maria Maia.

Nestes 18 anos, o município de Candeias administrado por mulheres, foi um período muito briguento. Aliados dos Maias comentam até hoje “um erro de segundos cometido por Maria Maia quando apoiou Tonha sua sucessora, foi pago com 12 anos.” Maia comeu de Tonha politicamente, “o pão que o diabo amassou como se diz na gíria.” Usando a força do poder, Tonha fez a festa, se reelegeu prefeita, elegeu o filho deputado estadual, elegeu a prima Amiga Ju vereadora, conduzindo a Presidência da Câmara. Nas eleições seguintes, reelegeu o filho deputado estadual, fez mais uma prima vereadora e de quebra, elegeu a prima vereadora, sua sucessora na Prefeitura e se elegeu deputada federal e mais um filho vereador. Apesar de seu estilo administrativo clientelista e assistencialista, fez obras populares que até hoje lhe credencia com um terço do eleitorado do município.

 

A vingança

 

Como não existe crime perfeito e a corda só quebra no lugar mais fraco, a prima Amiga Ju capitaneada pela deputada federal Tonha Magalhães, cometeu o pecado político de instalar

Uma clínica médica clandestina para aliciar votos a seu favor foi o suficiente para Maria Maia entrar na justiça pedindo a cassação da prefeita Amiga Ju por crime eleitoral. A peleja jurídica durou três anos e seis meses, culminando com a cassação de Ju, já no fim do mandato. Maia assumiu a Prefeitura para um mandato de apenas seis meses, o bastante, para consumar a vingança. Vieram às eleições de 2008, Maria e Tonha se enfrentaram novamente. Tonha perdeu e perdeu feio.  Para justificar a derrota, buscou a justiça e também denunciou Maria Maia por prática de crime eleitoral, acusando a adversária de Conduta Vedada, ou seja, de ter usado a Prefeitura indevidamente, para se dá bem e atrai votos a seu favor. O processo rola na justiça há mais de um ano e pelo visto, o troco está sendo dado do mesmo tamanho.

Enquanto Os Maias e Os Magalhães brigam na justiça pelo poder, a cidade continua carente de obras essenciais e o povo ávido por mudanças. Maria Maia não vai bem administrativamente, devido aos embaraços políticos partidários, mas o povo também não quer Tonha de volta. Advoga um novo. Um novo acompanhado de uma nova visão política e administrativa capaz de devolver a população, a confiança nos políticos. Fala-se na construção de uma 3º força político-eleitoral, mas até agora prevalece o individualismo. Cada um querendo ser dono do seu nariz. Neste caso, continua como favorito os dois principais grupos políticos: um tem um terço dos votos consolidados e o outro tem o poder da máquina.

A Câmara de vereadores, que podia muito bem produzir um nome com reais condições de tornar-se prefeito, perdeu a credibilidade perante o povo. Os vereadores, também são alvos de críticas contundentes dos eleitores pela gastança do dinheiro público. Comparando a gestão do presidente da Mesa Diretora dos Trabalhos Legislativos, vereador Antônio Coutinho (Arigatô), com a gestão atual, percebe-se com facilidade a farra com o dinheiro público. Arigatô, mesmo administrando um repasse de Doudécimo menor, construiu dentro do seu mandato o Palácio Legislativo gastando cerca de três milhões de reais e não ficou devendo um tostão a ninguém, conforme alardeou em toda cidade na campanha eleitoral, no entanto, o atual gestou, que no ano passado, teve um repasse de aproximadamente 800 mil reais por mês, fechou o exercício descumprindo contratos, devendo a fornecedores, cortando salários e demitindo funcionários. Os demais vereadores, no mínimo, são considerados omissos e perderam a autoridades de fiscalizar os atos administrativos do poder executivo

 

CPI

 

Uma CPI está sendo instalada na Câmara, segundo os vereadores que subscreveram o requerimento, alegam que a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito, tem como objetivo, investigar suspeitas de desvios de condutas administrativas, irregularidades nos gastos com as verbas repassadas pelo governo federal e atraso de pagamentos de salários, até aí tudo dentro da normalidade, pois, os vereadores foram eleitos para fiscalizar os atos da prefeita. Entretanto, a nota acima, faz um parâmetro entre a gestão do presidente Arigatô e a gestão atual na Câmara Municipal. “Aliás, este aviso é de um funcionário do Poder Legislativo que pediu reserva do seu nome, alerta:” é duvidosa a moral da Câmara para instalar CPI contra a Prefeitura. Olhe o telhado de vidro!” A Folha do Recôncavo, vai acompanhar de perto os resultados das investigações e divulgar. E se houver indícios de desvio de conduta administrativa na Câmara, como alerta o funcionário, que também seja investigados e apurados.

 

Pré-candidatos

 

Apesar do deputado Júnior Magalhães ter anunciado que ele será o candidato do grupo nas eleições municipais em 2012, acredita-se que na verdade, a candidata a prefeita será mesmo Tonha Magalhães. “Portanto, deverá haver três candidaturas, que vem, contudo” em condições de igualdade de força eleitorais: a candidatura da máquina, a candidatura dos Magalhães e a candidatura da oposição apoiada por vários partidos pregando “o novo na política de Candeias. Vamos aguardar.

Publicado em 23/04/2010 ás 17:43

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