Terça , 20 de Fevereiro de 2018
 
Coluna de Claudomiro Bispo
 

A poltica brasileira ficou descarada, os polticos perderam a vergonha e os partidos jogaram seus programas partidrios na lata do lixo.

 

 

Isso mesmo. É o conceito na cabeça de milhares de eleitores por este país afora, com exceção de poucos políticos ainda não incluídos nesse conceito definido pela maioria dos brasileiros. Descarada, não no seu efeito, não na sua arte, não na sua essência, não na sua responsabilidade, nem tão pouco, no significado do significado da palavra “política” e sim, na falta de credibilidade da instituição.

Os políticos, muito deles perderam a vergonha de serem honestos pela descrença generalizada bem como, a desconfiança creditada à classe política pela sua parcialidade na proteção da impunidade fazendo valer o corporativismo, acobertando o que já está descoberto a olhos vistos pela população.

Os partidos generalizaram os programas partidários, misturando “baianos com Copacabana, chiclete com banana, alhos com bugalhos, tornando-se igual um caminhão de japonês: todos iguais. Os grandes partidos brasileiros: o Dem, o PSDB, PMDB, PT todos já se lambuzaram passando o “dedo” no papeiro público.

Os afluentes, ou seja, os nanicos, por tabela, supostamente, ou por omissão, estão no mesmo “barco”. Sobra, a esperança nessa juventude excluída do contexto partidário desde, do período do regime forte implantado no país pela Ditadura Militar, que entrou em cena por este Brasil afora: os filhos, os netos, os juniores fabricados nos laboratórios da paternidade política já tida e caracterizada como “rolo compressor” inibe o aparecimento de novas lideranças.

Essa nova geração de jovens idealistas, com a cara e a coragem, sem era nem beira, atrevida, mas sem condições de enfrentar a máquina viciada. Nada, nada, nada e morre na praia.

Aqui na terrinha. Temos dois representantes.Tonha Magalhães na Câmara dos Deputados e Junior Magalhães na Assembléia Legislativa do Estado da Bahia. Tonha como prefeita de Candeias, tida como uma guerreira, uma força de trabalho jamais vista, de atitude forte, tem seus defeitos, mas também tem suas virtudes, no entanto, lá na Câmara alta, não passou ainda da bancada do silencia até por que, a bancada da Bahia como um todo, deixa a desejar diante das bancadas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e outros na representatividade política, apesar de ser o quarto colégio eleitoral do Brasil.

Júnior Magalhães, apesar de eleito deputado muito jovem, sem experiência política, mas desde seu primeiro mandato como deputado, fez bonito com suas ações parlamentares. Hoje, em seu segundo mandato, é considerado um deputado produtivo e está entre os melhores parlamentares da Assembléia Legislativa, segundo instrumento oficial que mede a atividade política e parlamentar de cada deputado naquela casa legislativa.

Em Candeias, para as eleições de três de outubro próximo, foi homologado pelas convenções partidárias, mais de uma dezena de candidatos a deputado estadual e federal. Acredita-se, que vamos manter com a vaga de um estadual e outro federal. Dizem os articuladores de plantão nos bastidores da política local. Outros advogam, que as eleições de outubro servirão de parâmetros para as eleições de 2012, nas hostes municipais. Maria Maia e Tonha Magalhães vão medir força eleitoral. Maia,tem seu filho Diego Maia candidato a deputado estadual se for eleito somará com a máquina e será uma mão na roda para fortalecer a prefeita Maria em 2012. Tonha é deputada federal e seu filho Júnior Magalhães deputado estadual. Os dois são candidatos à reeleição, se forem reeleitos são fortes para as eleições municipais de 2012. Entretanto, se Tonha e Júnior não forem reeleitos e Maria Maia não consiga eleger Diego Maia a oposição acha que zera tudo e todos ficam do mesmo tamanho político. A oposição se vê na galera profetizando a idéia do novo. Ledo engano, se a oposição não viabilizar uma terceira via com as devidas antecedências, quem vai continuar sendo as donas do pedaço é Maria e Tonha. Uma tem um terço dos votos de Candeias consolidado e a outra tem a máquina a seu favor capaz de transformá-la em favorita. A menos que caia um fenômeno do “céu” de última hora e ganhe a simpatia do eleitorado candeiense. Vamos esperar.

 

 

Publicado em 08/07/2010 ás 03:56

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