Quinta , 30 de Março de 2017
 
Coluna de Julia Oliveira
 

Fidelidade ou Lealdade?!

 Numa tarde agradável de domingo, em conversa com dois amigos e uma amiga, eis que surge o assunto: “O que é mais importante numa relação de amor, lealdade ou fidelidade?” As respostas foram rápidas e gerou muitas horas de discussão.

Dois deles e eu concordamos que lealdade sem fidelidade não adianta, que de nada vale. Se em um relacionamento, numa aliança feita, há espaço para uma terceira pessoa, é porque acabou o amor, é melhor encerrar a história, pois não há cabimento envolver outras pessoas naquilo que foi feito para dois.

Você deve está se perguntando sobre meu outro amigo, porque não citei sua opinião nas linhas acima. Provavelmente a curiosidade está te corroendo, e eu só adianto que vou precisar de muitas outras linhas para contar-te.

Segundo ele não consegue ser fiel, diz que seu instinto animal fala mais alta, porém o importante é ser leal, é trair e falar a verdade, mas não manter uma relação paralela ao casamento. É tipo assim, disse ele: “passou na rua, olhou alguém, sentiu atração, houve reciprocidade e rolou química, ir logo ao motel, fazer o que tiver vontade e ao terminar, tomar banho e voltar as obrigações do dia a dia”. Ele afirma que consegue diferir amor de sexo, que qualquer um pode amar seu cônjuge e ir para cama com outra pessoa só pelo tesão. Ele defende veementemente relacionamento aberto e diz sentir prazer em presenciar seu cônjuge fazendo sexo com outra pessoa com a sua aprovação prévia.

Imagine, levamos um choque e estendemos horas e horas falando sobre o assunto, tentando entender um modo tão estranho de pensar e agir. Contudo, pasmem-se, ele é bastante família, deixa de lado qualquer festa badalada por um programinha caseiro, é super calmo, transmite serenidade e seriedade para qualquer um que o olha. Mas digo-te, mesmo com tal convicção sobre o tema, ocorreu dele entrar em contradição em algumas de suas falas, o que nos levou a pensar isso pode ser algum problema de infância que ele traz no subconsciente. Resumindo nosso longo período de conversa, cheguei então à conclusão que na verdade ninguém é normal, que cada cabeça é um mundo, que todos tem feridas em seu interior e que falando-se sobre fidelidade e lealdade, o melhor mesmo é fazer como com a política, o futebol e a religião... NÃO SE DISCUTIR.

Publicado em 12/10/2013 ás 16:51

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