Quinta , 30 de Março de 2017
 
Coluna de Juliane Oliveira
 

Volta s Aulas

É Janeiro, é final de mês, é tempo de volta as aulas. Começa a jornada de pais e alunos com os preparativos escolares para dar continuidade a mais um ciclo fundamental da vida: e educação continuada da criança, do adolescente e ou mesmo do adulto. Em meio ao corre, corre comercial nas compras de materiais – lápis, caneta, caderno, fardamento e tantos outros utensílios – muitas vezes sinto em meu consciente e particular pensar, uma preocupação e necessária inovação: o ensino tradicional das escolas públicas brasileiras.

 Relembro meus tempos de escola, observando o presente e tentando imaginar o futuro. Parece que nada mudou, quando se fala em aprender a aprender. Continuamos a adotar o velho decoreba para as temidas provas – que na verdade não se prova nada. O quebra-cabeça da regra de três na matemática, a incompressível tabela periódica, as inúmeras regras gramaticais e os fatos isolados das histórias do Brasil, são alguns dos exemplos de falha no ensino verso aprendizado na tri relação escola, aluno e professor.

 É preciso inovar – nunca é tarde para isso – o ensino brasileiro em um modelo consistente de formação educacional, profissional e social. Além de aprender a ler e escrever, o indivíduo - enquanto ser existente – pode e deve tornar-se um homem formador de opinião, capaz de ter um pensamento e posicionamento crítico em sociedade. Compartilho o pensamento da “escola ideal” da influência de dois educadores brasileiros, que têm em comum o fato de visualizarem a educação como a principal via de um “homem novo” para uma “nova sociedade”, verdadeiramente democrática. Anísio Teixeira e Paulo Freire.

A primeira referência - aqui neste texto citado – é o legado de Anísio Teixeira, um homem que sonhou uma educação escolar e pública de qualidade para todas as crianças, adolescentes e jovens do Brasil. No plano da política educacional pública, nenhum outro brasileiro exerceu como ele, tamanha e tão profunda influência sobre o ser e o dever-se dos sistemas de ensino no País.

No modelo consistente de formação do jovem, o legado de Anísio Teixeira, faz uma reflexão sobre “que tipo de homem se quer formar e para qual sociedade se quer contribuir com este homem”. Esses questionamentos são respondidos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que define e regulariza o sistema de educação brasileiro com base nos princípios presentes na Constituição. Foi citada pela primeira vez na Constituição de 1934, sendo que, a primeira LDB foi criada em 1961, seguida por uma versão em 1971, e vigorou até a promulgação da mais recente em 1996.

A pedagogia crítica Freireana, é outro valor de educação que deveria ser agregada ativamente no modelo de ensino brasileiro. Paulo freire, defende a participação, criativa, responsável e solidária de todos os agentes envolvidos – escola, professor, família e aluno. Essa concepção de participação e empoderamento lastreia-se na proposta inovadora de construção do conhecimento de Paulo Freire. Nela, o conhecimento é tratado como processual, resultado de pesquisa e evolução permanente; meio para alcançar um fim contextualizado e histórico. “O mais importante é saber de que “saber” se trata quem o produziu e a quem serve, pois nenhum conhecimento é neutro”.

 É portanto meus caros, que ao se pensar e planejar o retorno às salas de aula, vale uma reflexão muito mais além do novo caderno de 10 ou 20 matérias. O que vale mesmo, é saber que pedagogo, você, professor, pode ser enquanto multiplicador do conhecimento, como você, escola pode oferecer estrutura necessária para isto acontecer, como você, família, pode ser contribuinte enquanto base estruturadora de um lar e como você, aluno, enquanto protagonista da sua vida, irá atuar para a auto mudança e a transformação social. 

 

 

 

Publicado em 14/01/2014 ás 10:43

 
 
 
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