Quarta , 21 de Fevereiro de 2018
 
Variedades
Publicada em 03 de Fevereiro de 2018 ás 21:37:54

“Que tiro foi esse”?

 Por: Agostinho Costa (Escritor e Poeta)

 

Que tiro foi esse? Que tiro foi esse que não sabemos de onde veio nem que direção tomou, só sabemos que ele atingiu em cheio uma grande parte da sociedade e agiu como efeito dominó dilacerando um todo e atingindo todos nossos sentidos. Com essa introdução nada peculiar aos meus textos, hoje APENAS UM OLHAR dará um “TIRO” certeiro – ou não, em fatores que mexem com o imaginário coletivo.

Que tiro foi esse que nos deram sem que saibamos de onde vem? Explico: Tem uma criatura que está buscando seu lugar ao sol cantando uma música que para muitos paira a seara da apologia ao crime. Entretanto, meu olhar, penetra mais fundo e tenta enxergar coisas talvez não citadas pelos ditos críticos de músicas. Existem alguns tipos de canções que de fato, dá um tiro certeiro em nossos corações, todavia, creio que não seja essa citada acima, embora, sou da política que se elas estão ai é porque nos permitimos escutar seja de qual forma for, logo, não vou levantar bandeiras, porém, não posso também fechar os olhos (Até mesmo pra não levar um tiro rsrs) e não falar o que friamente acho. Esse tipo de música nada mais é que uma produção como tantas outras de mal gosto que chega até nós e gruda como chiclete em cabelos fartos e nem apelando para máquina zero, ou para todos os santos, ela nos deixa, a não ser, com a chegando de uma outra tão ruim quanto.

Já assassinaram nossa gramática, já explodiram nossos tímpanos, já acabaram com nossa coluna, já destruíram nossos joelhos. Afinal, quem não lembra de “Segura o Tchan?” Era um tal de sobe e desce que no final da noite voltávamos pra casa quase em cadeiras de rodas. Agora querem o que mais? Direi: Agora então, é chegado a hora de voltarmos pra casa em pedaços em total ruina de tanto cair e levantar com “Que tiro foi esse?” Então, nos preparemos pra passar horas na lavanderia no esfrega, esfrega pra limpar um estrego de uma noite (risos). Sinceramente, procuro me distanciar para uma visão melhor, e o que vejo choca meus olhos, só coisas sem nexos, coisas que não nos acrescentam em nada, resumindo: FÚTEIS! O mais assustador é que nos pegamos um dado momento cantarolando (samba na cara das inimigas. Vai, sambar...), quando percebemos já foi, já estamos contaminados, impregnados até o talo, eu falei até o talo dessas “músicas” que não dizem nada com nada. Então o que fazer? Eis a questão!

A cada dia aparecem algumas músicas no mínimo, instigante, e logo, nos deparamos a criticar, expor nossa opinião, etc, entendo que o APENAS UM OLHAR sempre tento vê os dois lados dos fatos, mesmo às vezes ficando difícil de enxergar o outro lado, mas vamos lá. Temos que levar em consideração o meio em que eles vivem e a realidade que os cercam. Exemplo: Como posso gostar de um boa música se não tive acesso em nenhum momento a ela? Como gostar de uma boa letra, se em minha volta meus olhos só alcançam tiro, porrada e bomba? Como gostar se não tenho um convívio e tão pouco sou estimulado a isso? Enfim, são muitas questões que são levantadas e confesso que compreendo todas elas. Detalhe, nunca imaginei gostar de Quiuí porque sempre que a olhei achei estranha e sem aspecto de fruta, porém um belo dia me permiti cortá-la e experimentá-la e ao sentir seu sabor logo descobri que era uma delícia, daí. pensei quanto tempo perdi de desfrutá-la pelo fato de não ter total acesso e também por achá-la estranha e sem sentido. Faço essa analogia para essas pessoas que só se atém a essas músicas de estação por não ter acesso a outras coisas boas e também em seu hábitat não se consume outras músicas além dessas ditas apelativas ou sem graça ou até mesmo adepta apologia a alguma coisa nefasta.

Enfim, que tiro foi esse?(risos) nos remete a nada com nada e que não nos leva a direção alguma, ou no mínimo nos mantem rodando em círculo enquanto nos perguntamos aonde tudo isso vai parar. Na falta de respostas a vida segue o fluxo até a próxima música tão ruim quanto, digo (na polpa da bunda) e que daqui uns dias também ninguém saberá quem fez, quem cantou ou se até mesmo existiu. Então, o que nos resta fazer é rezar para passar rápido e continuarmos nossa caminhada fazendo rastros e dívidas. TIC...TAC... TIC...TAC... TIC...TAC... TIC...TAC... TIC...TAC.



Folha do Reconcavo

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