Terça , 20 de Fevereiro de 2018
 
Denúncia
Publicada em 01 de Agosto de 2011 ás 18:46:33

TAXISTAS CLANDESTINOS? TALVEZ NÃO.

No Aeroporto de Salvador anunciam “Não usem taxis que não sejam oficiais”
 
Nas imediações, e mesmo dentro do Aeroporto, aparecem taxistas oferecendo serviços  mais baratos do que os “oficiais”.
 
Ultimamente a imprensa baiana vem dando destaque  à “guerra “ entre taxistas do Aeroporto.
 
Sucede que, muitos destes “clandestinos” são taxistas sérios, honestos e que estão dentro de todos os padrões exigidos pela legislação para circular na cidade.
 
Tendo a licença de taxista, não são clandestinos.  Estando registrados, fiscalizados, podem eles circular em qualquer lugar, inclusive no Aeroporto.
 
Os “clandestinos” chegam a cobrar quase a metade do que cobram os “oficiais”.
 
Conheço alguns “clandestinos” e são estes a quem recorro para me transportar, tanto para ir como para voltar do Aeroporto.
 
Há muitos anos ,  e assim continuarei, não pego taxi nas filas da Rodoviária  porque não agüento a cara feia de alguns quando dizemos para onde vamos ou  demonstramos conhecimento da cidade.
 
Duas a três vezes por semana uso serviços de taxis dentro de Salvador e sempre digo para todos eles: Não uso os “taxis oficiais” do Aeroporto; não pego taxi nas filas da Rodoviária; nem em filas de qualquer outro lugar: prefiro pegar algum que estiver passando, pois  detesto  mau humor, principalmente por parte de quem é obrigado a prestar serviços públicos, como é o caso dos taxis.
 
Esta minha decisão não é por ter algo contra os taxistas de um modo geral, em cuja classe  tenho amigos bem próximos. Mas não quero ser torturado pela cara feia ou tentativa de exploração de alguns que, infelizmente, “sujam” os demais. Na dúvida do que vou encontrar na fila da Rodoviária ou em qualquer  outra,  e podendo pagar mais barato pelos “cladestinos” , não vou me submeter às “caras feias” nem pagar mais caro por igual serviço.
 
Passei a ter esta atitude há muito tempo, pelas seguintes experiências:
 
Viajava com freqüência para o interior da Bahia e morava no Costa Azul. Quando chegava à   Rodoviária e dizia a um taxista que iria para aquele bairro, o motorista me conduzira como se ele estivesse se dirindo a forca.
 
Passei um tempo trabalhando em Santo Amaro da Purificação ,indo e voltando todos os dias. Comigo vinha uma colega advogada que morava no Caminho das Árvores, pessoa daquele tipo que “briga por seus direitos”.  Antes de dirigir-se ao taxista ia ela de imediato para o  “guarda” de plantão:
 
“Peço que o senhor me acompanhe até o taxista da frente porque nenhum deles quer me transportar para o Caminho das Arvores onde moro”. (Antes o táxi não fazia a longa viagem que hoje faz da Rodoviária até o Caminho das Árvores).
 
Pessoas sensíveis, que ouvirem velhinhos que , morando perto de supermercados , precisam transportar suas compras em taxis chorarão de dó dos “coitados.
 
Recentemente, uma filha minha trabalhava no interior; e por chegar tarde  em  Salvador  ia buscá-la uma ou duas vezes por semana na Rodoviária. Ensinei-a  a não suportar mau humor de taxistas da Rodoviária : que atravessasse a passarela e pegasse o que estivesse transitando  em frente ao Iguatemi. E que assim se comportasse , fosse ou não para longe.
 
Atualmente não mais faz esta viagem. Porém, depois de ter testado o que lhe passei, também faz o mesmo: prefere carregar peso até o outro lado da pista  do que alimentar  mau exemplo.
 
Em épocas de festas, como Carnaval, aí é  que o “bicho pega”. Nem vou falar deste caso; todos conhecem.
 
Como se diz, o “povo não é burro”. Então, em vez de pegar taxi  caro no Aeroporto,  há pessoas, como eu, que não os pega: ligo para algum , mesmo “clandestino”.  Os que conheço  são pessoas honestas, que sempre me transportaram com segurança, respeito, e bem mais barato do que os “oficiais”.
 
Um  bom numero dos “oficiais”, só conseguem expressar algum contentamento, ou mesmo respeito,  pelo passageiro que paga caro.
 
Ouve-se , nos corredores do Aeroporto, o seguinte comentário: as passagens mais baratas têm permitido pessoas de menor condição econômica viajar. Os “oficiais”, porém, rejeitam-nos, discriminam-nos, optando sempre pelos “gringos”. Não posso assegurar ser verdade. Mas há estes rumores.
 
Na minha vida,  nunca escolhi meus amigos, por levá-los ou para ser  levado para lugares caros, luxuosos. Muito menos pagar a conta para merecer amizade. Também não escolhi, nem escolho pessoas para a minha convivência de amizade ou  profissional,  pelo saldo bancário. Muito menos pelos tapetes,  vinhos ou marca dos seus carros. Sempre preferi as amizades sinceras, honestas, respeitosas e ,sobretudo, pelas minhas afinidades com elas.
 
Assim  também procedo  em relação aos taxistas: não vou pagar mais caro por transporte igual, somente para andar em um carro luxuoso aos olhos dos outros. Não me envergonho de vir em um carro mais simples pelas compensações oferecidas, inclusive o bom humor.
 
Antes de má interpretação, de que defendo o “errado”, o que não paga impostos, todos os que me conduzem são meus conhecidos ,  pagam seus impostos e são fiscalizados pelo poder público. Os “clandestinos”, “paraguaios” são assim denominados, muitas vezes  por profissionais e empresas que lutam pela criação de  monopólios ou  cartéis.
 
Estamos nas proximidades da Copa do mundo onde, com certeza, a ganância dos maus  profissionais, que infelizmente maculam a idoneidade dos bons, será bem mais  acentuada . Parece que os “monopolistas” estão contando com aliados fortes, considerando a forma como o tema tem sido posto para a opinião pública pela imprensa quando os dividem em “clandestinos “ e “oficiais”.
 
A população baiana tem o dever de acompanhar estas questões, este embate, pois não se trata apenas de uma luta de categoria profissional;  mas  de pessoas que têm a obrigação de prestar serviço honesto, praticar preço justo e sem “cara feia” porque,  dentro dos seus veículos  estará também a imagem da nossa Bahia que  todos nós temos o dever de defender.
 
Que o Poder Público intervenha para dar um basta na guerra ; que  afaste os verdadeiros clandestinos. E  que a honrada classe dos taxistas faça algo para que os cidadãos não se sintam maltratados nem extorquidos por maus profissionais.
 
Por causa  dos maus tratos, preços elevados, cara feita do taxista  é que muitos preferem ser transportados por “clandestinos” e mototaxistas. Sou um dos que faz sempre esta opção. Prefiro correr o risco anunciado pelo alto falante   do Aeroporto; carregar peso para fugir de taxistas da Rodoviária; do que enfrentar cara feia ou alegria deles de acordo com o tamanho da corrida.
 
Desde os meados de 1980 que não aborreço um taxista da Rodoviária; no Carnaval, nem pago o preço dos “oficiais” do Aeroporto.E sempre estarei contra instituição de monopólicos ,  cartéis, tão perniciosos a qualquer sociedade democrática.
Sugestão de nota

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